domingo, 25 de setembro de 2022

Crônica: Sociedade pouco responsável

Tarde de sexta-feira, ponho os pés na rua e logo de primeira tropeço em um dos buracos na rua, mas me levanto rapidamente, afinal sou um Moçambicano, e volto a caminhar desta vez com muito mais cuidado pois as rua estão cheias de buracos. E tento ignorar, porque no final das contas, não sou responsável pelas estradas. De repente do por mim pensado nos responsáveis. E me perguntou:
- Quem são os responsáveis pelas estradas e onde estão eles?
- Será que eles não vê isso ou apenas ignoram?
Mas depois tento esquecer pois no final das contas nada posso fazer. Contínuo caminhando esquivando me dos buracos e olhando para a minha terra mãe, e vejo várias bicicletas, afinal esta é a cidade das bicicletas. Me distrai mais uma vez, e tropecei mais uma vez e me levantei mais uma vez. Em frente vejo uma enorme cratera no meio duma das ruas mais movimentadas da cidade, e fico sabendo que já está lá já a alguns dias e com a velocidade dos trabalhos no local vai ficar assim por mais alguns dias, e eu me pergunto:
- Quem é o responsável? Se é que tem um.
Ignoro mais uma vez, afinal é isso que os responsáveis fazem até que os problemas batam a porta.
Mais em frente vejo jovens irresponsáveis uniformizado, que pela hora suponho deviam estar em aula, mas em vez disso estão se embriagando. E eu me pergunto:
- Quando é que esses jovens vão ganhar mais responsabilidades?
- E será que eles merecem ganhar mais responsabilidades?
Volto a caminhar, mas agora estou um pouco desanimada. Sinto sede, mas não tarda, e passa por mim uma criança 10 ou 11 vendendo vendo água. E como criança que ela é, devia estar brincando e não sendo escrava da responsabilidade dos outros.
Fiquei com minha sede, e decidi voltar para casa neste momento eu já estava muito indignada com os responsáveis que fugiam ou ignoravam sua responsabilidade. Passei por uma rua diferente para não me deparar com os mesmos fugitivos da responsabilidade e escravos da responsabilidade aleia.
Mas de nada adiantou, porque não importa para onde eu vá, a sempre alguém ignorando suas responsabilidades.
Vejo um contêiner de lixo cheio e transbordando de lixo, tento me informar acerca da recolha e fico sabendo que já está assim a dias. E eu mais uma vez me pego pensando, em:
- Quem é o responsável por isso?
- Até quando ele vai fugir vai fugir da sua responsabilidade?
Decido apanhar um táxi de bicicleta, porque os meus olhos vão saindo correndo, se virem mais uma irresponsabilidade.
No caminho, eu pergunto ao taxista:
- Meu senhor, tens feito táxi todos dias?
Ele me responde dizendo:
- Sou pai e responsável de 3 filhos e uma esposa, eles precisam de alguém que os sustente, e tenho que garantir que os meus filhos não passem pelo que estou passando.
Fiquei sem uma resposta clara para minha pergunta, mas meu coração ficou sentindo muito orgulho. E chegando na minha casa desci do táxi despede e paguei. E me dei conta de que nem todo mundo foge das suas responsabilidades. Eu aposto que o nosso país seria melhor se fosse feito inteiramente de pessoas iguais a aquele taxista, que não abandonam suas responsabilidades e nem faz dos filhos escravos das responsabilidades dele.


Dyentry Ausse 

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