segunda-feira, 3 de outubro de 2022

O PAPEL DA IMPRENSA

O PAPEL DA IMPRENSA NO PERÍODO COLONIAL 

A imprensa moçambicana desempenhou, um importante papel na contestação ao sistema colonial. Um grande precursor da imprensa combativa deste período foi Alfredo de Aguiar, angolano, que fundou os jornais O Imparcial e O Clamor Africano. Os seus protestos contra o trabalho forçado e a discriminação racial no ensino e nos empregos valeram-lhe perseguições e o encerramento das suas publicações. Publicações como O Proletário, surgido em 1912, O Ferroviário (1915/16), O Germinal (1914/18) e Os Simples travaram luta acesa por um despertar da consciência operária entre os colonos brancos. Destacaram-se também os irmãos Albasini, que, nos seus escritos, quer no Brado Africano quer no O Africano, reivindicavam reformas no sistema colonial, exigindo os mesmos direitos que os Portugueses. O Brado Africano, devido às suas actividades, velo a ser suspenso em 1932. As manifestações literárias e artísticas Poetas, pintores e escritores também mani festaram o seu descontentamento perante o facto colonial. Homens como Rui de Noronha, Malangatana, José Craveirinha, João Craveirinha e Noémia de Sousa, entre muitos outros artistas, protestavam contra a situação colonial nos seus poemas, nas suas telas e nos seus escritos.


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